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A Glória de Deus, Fim Último de Todas as Coisas!


por Hernandes Dias Lopes

Deus, e não o homem, é o centro do universo. O homem é um ser criado e dependente enquanto Deus é o criador e auto-existente. Deus é completo e perfeito em si mesmo. Ele não depende da criação para ser Deus nem deriva glória dela para ser pleno. Muito embora Deus seja uno também é trino. É um só Deus em três pessoas distintas, de tal forma que o Pai não é o Filho nem o Filho o Pai. O Filho não é o Espírito Santo nem o Espírito Santo é o Pai. Essas três Pessoas divinas e distintas, desde toda a eternidade, resolveram criar todas as coisas para o louvor da sua glória e formar o homem à sua imagem e semelhança, a fim de que este o conhecesse e o glorificasse, pela riqueza de sua graça.

A despeito da raça humana ter caído em desventura e pecado, Deus não desistiu de nós, antes enviou-nos seu bendito Filho, para ser nosso redentor. Tanto o amor de Deus por nós é eterno como também é eterna
sua provisão para nosso pecado, uma vez que, nos decretos de Deus, o Cordeiro de Deus foi morto desde a fundação do mundo (Ap 13.8). Deus jamais desistiu de nos amar e nos atrair para si com cordas de amor.
Seu amor é eterno, incondicional, perseverante e sacrificial. Deus nos amou quando nós éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos. Estando nós perdidos, Deus nos encontrou. Estando nós cegos, Deus iluminou os olhos da nossa alma. Estando nós mortos em delitos e pecados, Deus nos deu vida juntamente com Cristo. E por que Deus fez tudo isso? Para o louvor da sua glória!

A glória de Deus é o fim último de todas as coisas. Todas as coisas foram criadas e existem para que Deus seja glorificado. O apóstolo Paulo, escrevendo aos Romanos, sintetiza essa magna verdade, nos seguintes termos: “Porque dele, por meio dele, e para ele são todas as coisas” (Rm 11.36). Chamamos a atenção, portanto, para três verdades aqui:

1. Deus é a origem e o dono de todas as coisas. O universo não veio à existência por geração espontânea nem surgiu de uma explosão cósmica. Em vez de ser o resultado de uma evolução de milhões e milhões de anos, foi criado por Deus para a sua própria glória. Deus é a fonte e Deus é dono do universo. Não há um centímetro sequer do vasto cosmos onde Deus não possa dizer: “Isto foi criado por mim. Isto é meu. Isto existe para a minha glória”.

2. Deus é o sustentador de todas as coisas. Não apenas todas as coisas são de Deus, mas também, todas as coisas são por meio dele. Deus não é apenas o criador do universo e tudo o que nele há, é também seu sustentador. Deus não é apenas transcendente, é também imanente. Não apenas está fora da criação, é maior do que ela e independente dela, mas interfere na criação e dela cuida. Em Deus nós vivemos, nos movemos e existimos. É Deus quem nos dá respiração e tudo o mais. Ele é o nosso criador e provedor. Ele é o Deus da criação e também o Deus da providência. Ele é o Deus que perdoa as nossas iniquidades e nos
coroa de graça e misericórdia.

3. Deus é a razão máxima para a qual todas as coisas existem. Paulo conclui dizendo que todas as coisas são para ele. Fomos criados por Deus e nossa existência não encontra seu pleno significado enquanto não nos voltamos para Deus. Não vivemos para nós mesmos. Não somos o fim último de nossa própria existência. Não viemos a este mundo para construirmos monumentos a nós mesmos. Fomos criados e salvos para o louvor da sua glória. O universo deve ser o palco iluminado onde resplandece a glória de Deus. Nossa vida deve ser a plataforma onde se desenrola o eterno, perfeito e vitorioso projeto divino, cujo fim último é a manifestação da glória de Deus. É quando vivemos nessa dimensão que encontramos deleite e prazer na vida. É quando focamos nossa vida em Deus que encontramos a nós mesmos. É quando vivemos para Deus, que ele é glorificado em nós e nós sentimos mais prazer nele!

***
Fonte: Palavra da Verdade

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Verdades fundamentais da Oração


por Charles Spurgeon

Levantemos o coração, juntamente com as mãos, para Deus nos céus.
Lamentações 3.41

A prática da oração nos ensina o quanto somos indignos; e esta é uma lição bastante proveitosa para pessoas orgulhosas como nós.

Se Deus nos outorgasse favores sem nos constranger a orar por tais favores, nunca saberíamos quão pobres realmente somos.

Uma oração verdadeira é um inventário de coisas das quais precisamos, um catálogo de necessidades e uma revelação de pobreza ocultada.

Enquanto é uma alusão da riqueza divina, é uma confissão do vazio humano.

O estado mais saudável de um verdadeiro crente é o de ser sempre vazio ou pobre em si mesmo, para permanecer em constante dependência do Senhor para o suprimento de suas necessidades; estar rico em Jesus, fraco pessoalmente, mas poderoso em Deus para realizar grandes proezas.

Eis a razão da prática da oração — ao mesmo tempo em que adora a Deus, ela coloca a criatura onde esta deve realmente ficar: prostrada no chão.

O oração em si mesma, independentemente da resposta que ela nos traz, é um grande benefício para o crente.

Assim como o atleta obtém forças para a corrida por meio do exercício diário, assim também, para a extensa corrida da vida, adquirimos energia por meio do santificado labor da oração.

A oração enche de penas as asas das jovens águias de Deus, a fim de aprenderem a voar acima das nuvens.

A oração cinge os lombos dos guerreiros de Deus e os envia para o combate com músculos firmes.

Um crente que ora com sinceridade sai de seu quarto como o sol nasce dos aposentos do leste, regozijando-se como um homem forte, preparado para disputar a sua corrida.

A oração reveste com vigor divino a fraqueza de um crente, transforma a tolice humana em sabedoria divina, outorgando a paz de Deus a mortais atribulados.

Não podemos imaginar qualquer coisa que a oração seja incapaz de realizar.

O Deus, agradecemos-Te pelo trono de misericórdia, uma prova especial de tua admirável bondade.

Ajuda-nos a usá-lo corretamente em todo este dia!

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Não Ousamos Duvidar



por Charles Spurgeon

Eu irei adiante de ti, endireitarei os caminhos tortuosos, quebrarei as portas de bronze e despedaçarei as trancas de ferro. Isaías 45.2
Esta mensagem dirigia-se a Ciro, rei da Pérsia. No entanto, ela é uma herança de todos os verdadeiros servos do Senhor.

Avancemos pela fé, e o caminho nos será esclarecido.

Curvas e desvios resultantes da astúcia do homem e da sutileza de Satanás serão endireitados para nós; não precisaremos seguir seus sinuosos labirintos.

As portas de bronze serão quebradas, e despedaçadas serão as trancas de ferro que as fechavam com segurança. Não precisaremos de aríetes ou de alavancas; o Senhor mesmo fará o impossível por nós, e o inesperado se tornará um fato.

Não permaneçamos sentados com temor e covardia. Prossigamos avante no caminho dos deveres, pois o Senhor disse: "Eu irei adiante de ti". Não nos compete argumentar porque devemos fazê-lo; cumpre-nos apenas ser ousados e avançar. A obra é do Senhor; Ele mesmo nos capacitará a realizá-la.

Todo impedimento tem de sucumbir diante dEle. Não foi o Senhor quem disse: "Quebrarei as portas de bronze"? O que pode obstruir seu propósito ou frustrar seus decretos?

Aqueles que servem a Deus possuem infinitos recursos.

O caminho se torna claro para a fé, embora esteja fechado para o esforço humano.

Quando o Senhor afirma que o fará, e encontramos isso diversas vezes nessa promessa, não ousamos duvidar.

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Campanha: Eu escolhi Esperar



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Seu Twitter mostra que você é salvo?


Paul Washer fala sobre o poder de Deus em transformar a pessoa que Ele salva. Será que nosso Twitter ou Facebook tem demonstrado que fomos salvos por ele ou que amamos as coisas deste mundo?
Paul Washer – Seu Twitter mostra que você é salvo? (Transcrição)

Quando Ele salva um homem, quando Ele o regenera, ele toma uma massa de humanidade corrompida, remove o coração de pedra, insere um coração de carne, e faz uma nova criatura. Você é uma nova criatura? Não fale comigo sobre fazer orações, nem sobre presença na igreja, nem sobre algum grupo de estudos colegiante batista. Você é uma nova criatura com novas afeições que te impedem de fazer coisas que desagradam a Deus? Esta é a questão! Você está cheio de sensualidade? Carnalidade?
Eu tenho um twitter onde eu só posto verdades sobre o Evangelho. E às vezes eu olho para as pessoas que me seguem no twitter… E estão vestidas de tal forma que eu nem posso olhar a foto. Elas dizem coisas que eu mal posso acreditar! Este é o evangelicalismo hoje! Pessoas não convertidas sensuais e carnais que possuem apenas religião enganosa o suficiente para levá-las direto ao inferno! Você é esse tipo de pessoa? Ou você possui novas afeições?
Não é questão ser salvo provando que crê fazendo um monte de coisas boas. Não, não é isso! Eu realmente creio porque meus olhos foram abertos e eu vejo a Cristo. Mas meu coração também foi transformado para que eu tivesse afeições justas e quando eu olho para a justiça perfeita de Cristo, eu fico irresistivelmente atraído por Ele! Eu o quero! Eu preciso tê-lo! E quando em minha estupidez e em minha carne eu me afasto dele, eu odeio a mim mesmo. Esta é a diferença.
Quantas vezes antes de eu me converter, eu fiquei envergonhado de minhas atividades. Coisas que eu fazia, um cenário horrível na universidade, e jurava a mim mesmo, e fazia pactos com meus amigos, de que eu nunca faria tal coisa novamente. E então lutava com toda a minha força para não cair naquilo. Mas ainda assim na noite seguinte eu estaria fazendo a mesma coisa novamente. Até que um dia Jesus Cristo encontrou comigo na biblioteca da universidade. E eu fui convertido. Eu fui regenerado. Você tem fruto nas obras por causa daquilo que você é: uma nova criatura.
Aqui diz: você acredita que Deus é um? Você crê no Shemá? Ouvi, ó Israel: O Senhor nosso Deus é um. Você crê nisso? Ótimo. Demônios creem nisso. E têm uma atitude mais apropriada do que a sua! Pelo menos eles tremem quando eles ouvem isso! Você acredita em Jesus? Os demônios também. Você acha que Jesus é o Salvador? Os demônios também. Você acha que Jesus é o Senhor? Os demônios também. Mas a piedade deles excede a de vocês de longe, porque eles tremem quando ouvem isso. Isso sai da sua boca como se fosse algo do Disney Channel. Cristianismo não quer dizer isso. Não é fazer o que quiser para ir para o Céu. A questão é: “Você quer a Cristo?” Como eu sei que seu coração foi regenerado? Você quer a Cristo! Você o quer! Você quer conhecê-lo. E você odeia quando seu coração diminui.

Por: Paul Washer © HeartCry Missionary Society | hcmissions.com
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Princesa ou mendiga




Era uma vez…
 

Um reino tão, tão distante. O Rei Pedro Augusto era famoso devido ao amor que demonstrava pelo seu povo. O resultado desse amor era a justiça com que governava. O rei perdera sua esposa há alguns anos, sendo assim, lhe coube a educação de suas duas filhas, as princesas Rebeca Liana e Helena Maria. Rebeca e Helena se davam bem. Aprenderam desde cedo o valor da palavra “dividir” e graças ao seu pai, também aprenderam o valor da palavra "amor". Certamente, elas foram criadas rodeadas de riquezas, poder e qualquer coisa que queriam estava ao seu alcance. Mas o rei não permitia isso. Ele sabia, que de certa forma, tanta riqueza, fortuna, poder, acabaria estragando suas filhas. Ele queria o melhor para elas e por isso as protegia. Não permitia que elas saíssem do palácio, não queria que elas conhecessem o mundo, pois ele sabia que lugar feio e horrível era esse. Sabia que lá, elas se machucariam e sabia que lá, elas não poderiam ouvir a sua voz.
 
Mas, Rebeca um dia, se rebelou. Cansada de ser protegida pelo seu pai, ela quis conhecer o mundo. Queria conhecer algo que pensava não conhecer, o amor. Ali, protegida pelo seu Pai, não havia ainda conhecido os prazeres desse mundo. Não havia ainda se apaixonado, não tinha conhecido nenhum homem capaz de arrebatar o seu coração. Em busca do amor verdadeiro, fugiu. E de fato, ela conheceu o mundo. Conheceu rapazes e quando ela pensou que havia encontrado o amor verdadeiro, descobriu que na verdade, encontrara a paixão. Ela tentou correr para outro rapaz; e suas tentativas novamente foram frustradas. Cada vez, ela se machucava. Cada vez, seu coração sangrava mais e cada vez, ela se afastava mais de seu Pai.
 
Com vergonha de voltar para casa, com vergonha que seu Pai, tão amoroso a visse nesse estado, ela desistiu. Desistiu de correr atrás do amor. Cansada de se machucar, sentou em uma pedra e chorou, chorou como nunca chorara antes. Ela sabia que estava carregando os pedaços do seu coração. Em meio ás suas lágrimas, ela ouviu passos. “Não, Ele não. Qualquer pessoa menos Ele! Ele não pode me ver assim.” Pensara consigo. E para a sua surpresa, o Rei, seu Pai, viera busca – lá. Ela com vergonha, Ele com amor. Foi ai que ela começou a entender muitas coisas. Que o amor que ela queria conhecer, ela já conhecia, o amor do seu Pai. E Este, prometeu que ela ainda saberia o que é o amor de um homem por ela, mas não um homem qualquer, um príncipe.  Ele contou a ela, e ela entendeu, que,  era por isso que ela estava protegida no palácio, para que não se machucasse, para que o cara certo e na hora certa, pudesse chegar até ela,  mas ele teria que passar pelo Rei primeiro. Então a princesa Rebeca, descobriu que encontrara o amor verdadeiro, incondicional e eterno. O amor de seu Pai.
 
 “O coração de uma mulher deve estar tão escondido em Deus, que o homem deve procurar a Deus a fim de encontrá-lo.” Max Lucado
 
 Quem você tem sido,  garota? Uma princesa que espera e descansa em seu Pai, sabendo que no tempo certo, Ele vai te trazer o cara certo, ou você tem sido uma mendiga, saindo por esse mundo afora, em busca do amor? Em busca do tal “amor verdadeiro”? Ou correndo atrás de um rapaz, e depois de outro e mais outro? Tem se comportado como uma mendiga correndo atrás do amor de alguém, que no fundo você sabe que não é o príncipe certo para você?
 
A escolha é sua. Ser princesa ou mendiga.

Conduta Reverente


por Mark Dever


Eu me lembro de aparecer para ensinar numa classe de escola dominical na Nova Inglaterra onde todos me esperavam — e eles me esperaram durante uma hora! Todos os seus relógios foram adiantados em uma hora; eu esqueci de mudar o meu. Eu estava vivendo de modo diferente deles, obedecendo um relógio diferente. No primeiro capítulo de 1 Pedro, Pedro diz que Cristãos vivem vidas diferentes porque tem objetivos diferentes. O leitor de Pedro eram jovens Cristãos que estavam meio confusos. Eles se tornaram Cristãos, mas então suas vidas pareciam ficar mais difícil ao invés de fácil. Eles começaram a imaginar: “Estamos fazendo algo errado? Por que essas coisas estão acontecendo?” Nessa breve carta Pedro os entregou uma resposta maravilhosa.
Ele os mostrou que quando Deus muda nossos amores, nossas vidas mudam. E o que eles mudam para ser maravilhoso — nossas vidas mudam para refletir o próprio caráter de Deus! Três coisas parecem marcar a vida do Cristão como Pedro descreve em 1:13-25 — santidade, reverência e amor.
O Apóstolo diz em 1:13-16 que devemos desejar a beleza de ser como Deus em sua santidade. Ele cita o mandamento divino em Levítico na qual o povo era ordenado a ser santo porque Ele, o Senhor, é santo. Aquilo ainda era verdade nos dias de Pedro, e ainda é verdade nos nossos.
De fato, se a santidade se destacou nos dias de Pedro, ela certamente não é menos distinta do que em nossos dias. Hoje, nossas crenças são vistas como primitivas e mesmo alarmantes por muitos daqueles ao nosso redor. Um amigo recentemente me contou de ir a uma certa reunião no American Bar Association. Ele estava sentado do lado de fora de uma sala de reuniões de um grande hotel antes da reunião, lendo um comentário de Gênesis. Um advogado proeminente que ele conhecia veio até ele para cumprimentá-lo. Depois de uma conversa fiada, o advogado perguntou ao meu amigo qual era a leitura. Ele mostrou a ele salientou que era um comentário do livro de Gênesis. Meu amigo disse que o advogado fisicamente recuou. Ele pensou que ele ia cair! O rosto do advogado ficou vermelho, seus olhos saltaram e ele começou a gaguejar. Finalmente, ele apontou o dedo para o livro do meu amigo e disse, “não acredito que você trouxe isso,” querendo dizer, meu amigo achou, “Como você pode trazer essa relíquia de outra era para essa reunião de mentes pensantes?” Então meu amigo disse que o advogado saiu rapidamente, da forma mais preocupada que ele já viu.
O que aconteceu? Meu amigo estava experimentando “estranheza” de ser um Cristão na America moderna. E ainda meu amigo, como todos que são verdadeiramente Cristãos, não deve viver ignorando Deus, como nossos amigos não-Cristãos normalmente fazem. Devemos ser santos como Deus é santo.
Um segundo aspecto da vida Cristã é ter reverência a Deus. Em tudo que fazemos, devemos pensar em Deus.E nós estamos certos em temer o simples desprazer Daquele que conhece todas as coisas, juiz imparcial. Nós devemos nos comportar à luz de Sua presença e caráter, à luz daquilo que Ele fez por nós em Cristo e o que Ele fará como juiz. Pedro diz: “portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação” (1 Pedro 1:17).
Essa ideia de temer frequentemente confunde os Cristãos, mas é uma parte natural de qualquer relação significante que temos. Não queremos, sem intenção, ofender ou perder um amigo. Aquelas coisas que mais valorizamos estão refletidas — como um espelho — em nossos medos. O que tememos? Doença? Problemas financeiros? Rejeição? Pobreza? Solidão? Fraquezas? Temer essas coisas mais que Deus significa dar mais valor a elas do que a Deus. Finalmente, significa obedecer-las mais que a Deus.
E se seguir a vontade de Deus para nossas vidas significa que vamos colocar nossas vidas em perigo nos mudando para o Afeganistão ou arriscar rejeição quando recusamos fazer algo imundo com um amigo? Pedro disse a esses Cristãos — e nos diz hoje — que devemos olhar para Deus primeiro em todas as nossas ações.
Finalmente, nesse capítulo, Pedro diz que a vida Cristã é marcada pelo amor. “Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente” (1:22). Pedro os ordena a fazer isso porque a pressão que esses Cristão primitivos estavam enfrentando de seus amigos não-Cristãos poderia tê-los levado a se tornarem irritados e grossos uns com os outros. Nem sempre reagimos graciosamente sob pressão, não é verdade?
E se realmente vivermos vidas santas, reverentes e tementes? Nosso nome é glorificado? Somos exaltados em glória? Pedro diz que o resultado disso é que Deus glorificado. “Mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que que falam contra vós outros como malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação” (2:12). Se como Cristãos vivemos vidas santas, reverentes e tementes a Deus, a vontade de Deus será glorificada.
Valia a pena para esses Cristãos antigos de viverem desse modo? Seria valioso para você e eu? Isso tudo depende de qual é nosso objetivo. Se nosso objetivo é nosso conforto imediato próprio, então a resposta seria “não.” Vida fiel significará constrangimento e mesmo rejeição as vezes. Mas se nosso objetivo for a glória de Deus, então todo o julgamento que poderíamos sofrer certamente vale a pena. Como esses primeiros Cristãos sabemos disso. Oremos para que vivamos isso para a glória de Deus.
Tradução: Eric Lima
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Sustentados pela graça soberana - John Piper

Sustentados pela soberana graça

Este ebook está disponível na biblioteca da igreja.

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