O Estado do Pecado


por J. I. Packer

É um estado de condenação. 

Isso nos mostra a relação do pecador para com Deus como Juiz, bem como para com os requisitos penais de sua lei, a qual declara: 
"A alma que pecar, essa morrerá" (Ez 18.20).
"Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus" (Rm 8.1)
 À parte de Cristo, todos os homens estão sob sentença de morte, tanto devido às suas delinquências pessoais (cf. Rm 1.32; 2.8, 9), como por causa de sua solidariedade com Adão. 

Assim como os crentes são justificados por causa de Cristo, por ter-lhes sido imputada a retidão dEle, assim também aqueles que não têm a Cristo são condenados por causa de Adão, por lhes ser imputada a transgressão dele. 

Isso não significa, entretanto, que eles sejam tidos como se tivessem praticado pessoalmente o pecado de Adão, e, sim, que Adão pecou representativamente, em sua capacidade pública de cabeça da raça humana, e que todos os homens estão envolvidos nas conseqüências penais de seu ato pecaminoso. 

A obrigação penal que nos cabe, em virtude de nossa ligação com Adão, com freqüência tem sido chamada culpa original, estando essa culpa incluída na definição do pecado original.

Em Romanos 5.12 e 15.19, Paulo desdobrou essa noção da culpa original — a ideia é que, quando um pecou, "todos pecaram", e, em razão desse ato, "tornaram-se pecadores".

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